II MUTIRÃO DO EMPREGO DÁ VISIBILIDADE PARA CARAPICUIBA
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Vitalizado pela Força Sindical de São Paulo, a ação social iniciada pela professora Sônia e Tadeu Morais, é sucesso total de público, empresas e de carteira assinada.

Mesmo com a forte chuva que despencou durante a noite, as pessoas compareceram em peso ao “II Mutirão do Emprego de Carapicuíba”, na última quarta-feira (20.06), no Calçadão de Carapicuíba.

A fila dava voltas no quarteirão da antiga sede da Faculdade Nossa Cidade (FNC), onde se instalou o QG da vereadora professora Sônia, distribuindo os candidatos que chegavam de toda a Grande São Paulo para os diversos locais de atendimento, entre igrejas, centro comercial e escolas nas imediações.

“Tivemos 60 empresas participantes e 5 mil candidatos. Das 8 mil vagas oferecidas, 4.500 foram preenchidas”, afirma a professora Sônia, coordenadora do Mutirão do Emprego.

A iniciativa, promovida pela Força Sindical e criada por Tadeu Morais e a professora Sônia há 10 anos, deu visibilidade na mídia regional e de São Paulo, demonstrando a cidade como um novo point no fornecimento de mão de obra especializada, principalmente na área de serviços, para toda a grande São Paulo.

Foi o caso da família Silva, de Osasco, que chegou às três horas da manhã para percorrer o maior número de empresas. Sendo os primeiros colocados na fila, estavam animados ante a possibilidade do tão sonhado emprego.

A mais velha da família, Sílvia Regina da Silva, de 29 anos, três filhos, procura vaga há um ano.

Com a queda de produção da metalúrgica onde foi, por 5 anos, auxiliar de inspeção de Qualidade, se viu fora do mercado.

Sílvia aponta como dificuldade de recolocação a exigência das empresas de cursos especializados. Técnica de Medidas, Leitura e Interpretação de Desenho, Gestão da Qualidade ficam em torno de R$ 2 mil reais, algo fora da realidade para quem está desempregado.

Seu primo, o almoxarife Matheus Guerreiro da Silva, 21 anos, estava na mesma empresa de Sílvia, sendo dispensado na mesma leva. O mesmo aconteceu com sua irmã, a vendedora Rosângela Paulino da Silva, de 29, que prestou serviços na mesma metalúrgica por mais de 7 anos. Com a rescisão, pagou as contas. Agora, espera ansiosa uma oportunidade no mercado.

Já a cunhada de Sílvia, Paula Queiroz de Almeida Souza, operadora de logística, trabalhou por 3 meses num esquema de rodízio no Submarino. Agora, almeja um emprego na produção industrial por achar que o salário é melhor.

“Carapicuíba transforma seu estigma de pobreza num local onde as pessoas buscam empregos em empresas nacionais e multinacionais”, enfatiza Tadeu Morais, vice-presidente do  Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

Para Miguel Torres, presidente do Sindicato, há muitas vagas no mercado, mas falta mão de obra especializada. “O investimento na carreira pode representar a continuidade no emprego e crescimento profissional”, alerta.

Um fator importante na hora de conquistar o emprego, segundo a vereadora professora Sônia, é o candidato prestar atenção aos pequenos detalhes. “Mostrar cuidados básicos com a apresentação pessoal, disponibilidade e comprometimento pode fazer a diferença”, ensina.

 

A família Silva amanheceu na fila para garantir uma vaga de emprego.


Estamos crescendo a cada ano e seremos referência como novo modelo de empregabilidade.

 

 

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